Este blog foi criado pelos alunos do Centro de Ensino Médio 01, 3º "E" e será destinado ao projeto de IC (Integrando a Ciência). Vamos abordar sobre crianças abandonadas pelos pais e aquelas que têm pais e mesmo assim são maltratadas. Mais informações, serão dadas no decorrer das pesquisas durante o ano. A família deve ser a principal responsável pela formação da consciência cidadã do jovem e também apoio importante no processo de adaptação das crianças para a vida em sociedade.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Padrinhos pelo afeto


Sem adotar, é possível se tornar referência emocional e proporcionar vida social fora dos abrigos para crianças


 LAÇOS
 Renata Piza com as três irmãs que amadrinhou.
 Ela virou referência para as meninas

Dos milhares de crianças à espera de adoção nos abrigos de todo o País, apenas uma pequena parcela consegue nova família. A maior parte continuará nas instituições por muitos anos, até chegar à maioridade e, assim, atravessar a porta de saída solitariamente. Não faltam pessoas que se comovam com esse drama, mas quem pensa em ajudar se depara com uma questão de difícil solução: o que fazer? Para os jovens que passam a infância e a adolescência sem referência familiar, uma contribuição em dinheiro é algo insuficiente, uma vez que sua principal carência é emocional. Mas nem todos estão preparados para adotá-los. Como resposta a esse impasse, uma iniciativa simples tem dado resultados gratificantes tanto para as crianças quanto para os adultos que se mostram solidários. É o apadrinhamento afetivo, no qual o adulto passa a acompanhar o cotidiano da criança, sua rotina escolar, pode levá-la para passear e apoiá-la em momentos difíceis – tudo sem adotá-la. “Para a criança apadrinhada, é importante porque ela passa a ter uma referência afetiva, sente que alguém se importa com ela e não se vê mais como apenas mais uma na multidão”, explica a psicóloga Edna Orlando, da ONG Quintal da Casa de Ana, em Niterói, Rio de Janeiro, uma das primeiras do Brasil a colocar em prática a ideia. “Para os padrinhos, é gratificante ver como um pouco de afeto pode fazer tanta diferença na vida dos pequenos”, diz.

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