A Lei stabeleceu que a cada seis meses a situação da criança que vive em um abrigo precisa ser revisada
Foto:
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Os abrigos
que acolhem crianças e adolescentes no País estão cheios, mas ainda assim
famílias esperam anos na fila para adotar um filho. A demora nos processos de
destituição do poder familiar, em que os pais perdem a guarda e a criança pode
ser encaminhada à adoção, explica em parte esse fenômeno. Outro motivo é a
discrepância entre o perfil das crianças disponíveis e as expectativas das
famílias.
A maior
parte dos pretendentes procura crianças pequenas, da cor branca e sem irmãos.
Dos 28 mil candidatos a pais incluídos no Cadastro Nacional de Adoção, 35,2%
aceitam apenas crianças brancas e 58,7% buscam alguma com até 3 anos. Enquanto
isso, nas instituições de acolhimento, mais de 75% dos 5 mil abrigados têm
entre 10 e 17 anos, faixa etária que apenas 1,31% dos candidatos está disposto
a aceitar.
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